terça-feira, 3 de janeiro de 2012

2012 - O ano do Dragão de Água


No dia 23 de janeiro de 2012, terá início o Ano do Dragão de Água Yang, que terminará no dia 10 de fevereiro de 2013.
Será um ano que trará consigo as características do Dragão: dinâmico, inteligente, otimista, autoconfiante, carismático, impaciente, volúvel, irritável, orgulhoso, dominador e ainda as características da Água Yang, que é como um rio torrencial, ou como o oceano, insondável, difícil de controlar, de compreender e de segurar, mas, ao mesmo tempo, generoso e doador.
Assim, teremos um ano de muita comunicação, otimismo, de grandes possibilidades de negociações bem sucedidas. Entretanto será necessário acautelar-se com o excesso de otimismo, pois os ímpetos destemidos do Dragão podem desestabilizar. Durante este ano, convém não tirar os pés do chão, nem se deixar levar por devaneios exacerbados e sonhos de grandeza, lembrando que o próximo ano será o ano da Serpente quando, então, tudo será reavaliado e todos os excessos serão aplainados.
Dever-se-á dar mais atenção ao fígado e à vesícula biliar.
Para as pessoas nascidas no ano do Dragão (1916, 1928, 1940, 1952, 1964, 1976, 1988, 2000, 2012), recomenda-se atenção, pois estarão em “evidência”, mais sujeitas a passar por instabilidades e/ou imprevistos ligados ao aspecto material. Já as nascidas no ano do Cão (1910, 1922, 1934, 1946, 1958, 1970, 1982, 1994, 2006), também precisarão se acautelar, pois estarão mais sensíveis nos campos emocional e/ou íntimo.
Ao longo deste ano, as energias do céu estarão mais perceptíveis e disponíveis, facilitando a intuição como um todo. A “ajuda”, que vem dessas energias, estará mais acentuada, porém será mais voltada para o campo emocional, sentimental e espiritual, sendo percebida, apenas, pelas pessoas envolvidas.
Até o dia 10 de fevereiro de 2013, o setor Oeste de todos os lares e locais de trabalho estará extremamente favorável. Por outro lado, deveremos evitar a direção Sudeste, que estará bastante desfavorável. Dormitórios, circulação de vento, motores em funcionamento por 24 horas, não são recomendados para esta direção em 2012. O Norte deverá ser olhado com atenção e cautela.
O ano do Dragão de Água Yang estará sujeito a acidentes envolvendo a água, grandes enchentes, grandes chuvas...
O período que antecede o ano novo chinês é um bom momento para limpar, organizar e descartar tudo o que não for mais útil. Esta faxina, física e energética, deve ser feita não só nos imóveis como também na própria pessoa, tratando postura, corpo e mente.
Também é um bom momento para uma reavaliação global, a nível de Feng Shui, tendo em vista a mudança de energia ocasionada pelas estrelas anuais que "voam" para determinados palácios (pontos cardeais), reconfigurando todo o espaço.
A todos um Feliz Ano Novo, com muita saúde, felicidade, prosperidade e sucesso!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O que acontece no meio


Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

Fonte: Martha Medeiros

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ano Novo, Vida Nova!



Ano novo, vida nova! Quantas vezes já ouvimos esta frase, quando um ano termina e outro está para chegar! E como nos preparar para a chegada do ano que vai começar?


Nada melhor que um ambiente limpo e organizado, tanto em casa quanto no trabalho.

Antes de mais nada você precisa entender que tudo em sua vida exterior reflete seu eu interior. A sua casa, especialmente, é a manifestação externa do seu eu interior. Inversamente, sua casa influencia você em todos os aspectos, desde sua estrutura física, ou seja, a forma como ela foi construída, até um simples adorno.

A maior parte das pessoas não têm noção da grande influência que os espaços exercem sobre sua vida, sejam de sua própria casa ou de seu ambiente de trabalho. Não têm noção que elas próprias podem facilitar ou dificultar seu progresso. Não imaginam que, inconscientemente, reagem à forma pela qual estão sendo afetadas.

O Feng Shui é uma arte e ciência de origem chinesa, cuja tradução literal significa vento e água. Seu principal objetivo é a harmonização energética do espaço, tendo em vista a pessoa que ali está. Isto significa que, da mesma forma como um barqueiro precisa endireitar a vela de seu barco, buscando ventos favoráveis para navegar por águas tranquilas, da mesma forma, nós, seres humanos, temos a oportunidade, através do Feng Shui, de endireitar a vela de nossa vida, buscando ventos favoráveis e navegando, igualmente por águas tranquilas. O Feng Shui nos proporciona ter, em nossas mãos, o controle de nossa vida, não deixando que nosso barco navegue à deriva.

Um bom praticante de Feng Shui pode dizer muito sobre você a partir da leitura de sua casa. Não poderia ser diferente porque a sua casa é o retrato vivo de tudo o que você é e do que acontece em sua vida. Consciente ou inconscientemente você escolheu este lugar para viver e nele dispôs todas as coisas da maneira como elas se encontram. Tudo, assim, tem um significado e um efeito. Efeito este que pode ser bom ou ruim.

Dessa forma organizar e limpar o ambiente é um bom começo para colocar “ordem” na casa. Casa esta, bem entendido, também o seu eu interior. Limpar e organizar o nosso espaço também significa criar espaços vazios na nossa mente para que possamos receber novas idéias e novas energias.

Então para uma “vida nova” no ano novo, que tal proceder a uma limpeza do nosso espaço, para deixar que cheguem coisas novas e mudanças possam começar a acontecer?

Para começar o ano novo com um ambiente limpo, sugiro o seguinte:

- Organizar tudo o que existe no ambiente: gavetas, armários, papéis. Este tipo de movimentação ajuda a organizar igualmente a nossa mente e nosso coração. De uma maneira geral a desorganização nos traz preguiça, cansaço, falta de objetivos e insatisfação com a vida. Pode gerar depressão. A desorganização traz perda de energia pessoal;

- Desfazer-se de tudo aquilo que já não tem mais utilidade ou significado, seja material ou emocional. O que passou, passou. Aquilo que já perdeu o significado ou que esteja no passado deve ser descartado. É um bom exercício para praticar o desapego: doação. Com este gesto renova-se a energia, eliminando do espaço toda a energia estagnada que faz adoecer;

- Limpar o espaço física e energeticamente. Fazer a faxina como de costume, mas, de preferência utilizando materiais novos e naturais. Pintura nova é sempre bem vinda! Devemos estar conscientes de que, energeticamente, tudo o que acontece em uma construção se propaga em pequenas ondas, como o efeito de uma pedra atirada em um lago. Tudo fica registrado nas paredes, no piso, no teto, nos móveis, nos objetos ... nas pessoas. Então, além da faxina natural, use incensos, defumadores e aromas como a alfazema. Mantenha o espaço sempre limpo e perfumado!

- Reveja a necessidade de objetos e móveis de forma a não dificultar a circulação de energia. Mantenha somente o que é mais necessário para seu uso diário;

- Na porta principal utilize algum talismã ou objeto sagrado ou que tenha sido abençoado;

- Valorize mais a iluminação e ventilação naturais, captando a essência do Feng Shui – vento e água, num contato mais direto com a natureza, bem como materiais como a madeira, a pedra e o barro;

- E, para finalizar, na virada do ano vista alguma roupa ou acessório na cor vermelha. Você estará atraindo a energia da prosperidade e afastando todas as energias negativas que poderiam chegar!


FELIZ ANO NOVO, com muita saúde, felicidade, prosperidade e sucesso!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ninguém salva ninguém



Ninguém salva ninguém. Se a pessoa não está pronta não adianta falar que não vai escutar. A pessoa precisa ganhar maturidade para aprender.

Devemos aprender a cuidar menos dos outros e mais de nós mesmos. É como uma pessoa que está se afogando, se você for tentar salvá-la vai acabar se afogando junto.

Por mais que doa ver alguém em situação ruim, a pessoa está onde se põe.

Cada um tem seu caminho e deve segui-lo, não adianta ficar tirando as pedras do caminho das outras pessoas que assim a pessoa jamais vai amadurecer e aprender a andar com suas próprias pernas.

E se você fizer isso você está se abandonando, abandonando seu próprio caminho. Assim você está parando sua evolução e o resultado disso será, inevitavelmente, doloroso.

No dia em que você conseguir finalmente ver a sua volta, ver a situação em que você se pôs pelos outros, o quanto você atrasou a sua vida e o quanto você tem que recuperar, vai doer no fundo da sua alma.

Descer é fácil, difícil é você subir de volta, mesmo que seja para um nível superior que um dia você já habitou.
Você tem que passar de novo por tudo, e será tão difícil dessa vez assim como foi da primeira vez.

Voluntariar-se para ajudar na evolução de outra pessoa ou de outro planeta é tão arriscado que poucos realmente se dispõem a ir, pois a chance de voltar é mínima. E quando volta você nunca mais é o mesmo.

Aquela visão de que somente somos pessoas boas quando nos doamos inteiramente aos outros é equivocada e doentia.

A alta hierarquia espiritual não age assim, isso é coisa que o astral médio divulga na tentativa de colocar um pouco de perdão e amor nas zonas umbralinas das quais a Terra faz parte. Por isso, é chamado de planeta de provas e expiações, apesar de estarmos em luta para mudarmos de categoria, mas ainda falta muito para tal. Basta ver os noticiários do dia.

De qualquer forma, você só vai mudar o dia em que você mudar dentro de você. Isso vale também para as outras pessoas, portanto, somente banque o salvador de si mesmo. Pois é preciso maturidade para mudar, e isso é algo que se conquista, não há maneira de se dar maturidade para ninguém.
Fonte: Aurora de Luz - auroradeluz@terra.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A mente apaga registros duplicados

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.


Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações..., enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA


A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.


Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.


Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.


Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.


Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras...

V-I-V-A!!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Fonte: Airton Luiz Mendonça - artigo do Jornal O Estado de São Paulo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Feng Shui, Baguá e as estações da casa

Quando se fala em Feng Shui, além da palavra energia, outra palavra logo vem à tona: BAGUÁ. Mas o que vem a ser Baguá? Na verdade, BA GUA (ba=oito – gua=trigramas) é uma mandala chinesa, um octógono, formado por oito conjuntos de 3 linhas, aos quais denominamos “trigramas”.

Estes trigramas foram ordenados em duas sequências: a sequência do Céu Anterior e a sequência do Céu Posterior. Esta segunda sequência é uma sequência temporal e por isso é usada para a avaliação de residências. Ela apresenta uma estrutura psicológica. Cada trigrama possui um amplo significado simbólico.

A Escola do Chapéu Preto tem a proposta de avaliar os lugares através do Baguá com a sequência do Céu Posterior. A cada trigrama está relacionado um aspecto básico da vida humana (trabalho, conhecimento, família, riqueza, fama, casamento, filhos, amigos e saúde), e a cada um desses aspectos relacionam-se os atributos de cada trigrama, dentre eles as estações ou ciclos sazonais.

Vale lembrar que o Feng Shui é uma ciência de vida e, assim sendo, é jornada e não destino fixo. O Baguá nos remete a essa jornada.

Tudo tem início na Família, com o nascimento da pessoa, e se desenvolve pelos trigramas seguintes, alcançando a Fama (maturidade), passando pelo Casamento, tendo Filhos, expressando-se no Trabalho (carreira) e adquirindo Conhecimento, que nada mais é que experiência de vida.

Tudo tem início na Primavera, estado de mudança, de plantio, passa pelo auge, pela euforia do Verão, pelo tempo do Outono, quando se começa a colher os frutos do que se plantou e chega-se ao Inverno, que é aquela parada, diga-se de passagem, obrigatória, para se repensar a vida ou tomar fôlego (férias) para um novo início, na Primavera.

O Feng Shui é uma ciência de observação. Então, é preciso sensibilidade para percebermos por qual estação nossa casa está passando, lembrando que estas estações psicológicas nada têm a ver com as estações temporais.

Assim, se as coisas não vão bem, se a casa parou, vamos ativar o Verão. Se existem problemas familiares, vamos ativar Família, trigrama da Primavera, porque há uma possibilidade de se reprojetar as coisas. E assim vamos atingindo o objetivo do Feng Shui que é o de poder oscilar com a vida, poder aprender com ela.

Existe um processo paralelo entre a casa e o ser humano. A nossa casa é o retrato de nossa vida. Da mesma forma que a casa, o ser humano passa pelas “estações” da vida, completando ciclos e sempre reiniciando. É preciso estar atento para que esses ciclos sejam cumpridos de forma natural, sem paradas intermináveis ou saltos extraordinários.

É preciso saber identificar esses momentos de vida, especialmente o período de introspecção, a parada. Quando se ignora, por qualquer razão, esse momento, tenha a certeza de que a natureza vai se encarregar de fazer parar. O ser humano se vê compelido a parar: ou adoece, ou sofre algum acidente... e para! Literalmente para, não por vontade própria, mas porque simplesmente não consegue mais avançar. Aí, então, vai ser obrigado a se reabastecer para, novamente, entrar na “roda da vida”.

Isso é Feng Shui! Ele não vai resolver problemas, mas, sim, o ser humano. Vai mostrar todas as possibilidades que podem ser atenuadas. E vai fazer isso através da leitura da casa, respeitando as suas estações ou as estações de quem tem a posse da casa.

Chapéu Preto - Feng Shui, fé e esperança


Feng Shui é, na verdade, fornecer esperança. É tentar fazer do não visível, algo visível.

A Escola do Chapéu Preto traz , intrínseca, a sua parcela de religiosidade. E todas as religiões têm, por função, a criação de algo chamado esperança. Esperança é produzida pela fé.

O Feng Shui  não precisa de fé, mas se temos fé aumentamos nossas possibilidades. Ter fé é ter certeza daquilo que não se vê. É, na verdade, a manifestação de uma certeza.

Pouco ou nada adianta somente a fé do consultor de Feng Shui. Sem a fé do morador, não se consegue produzir esperança. Por isso quando o consultor de Feng Shui é chamado a ajudar alguém não deve cortar a esperança. Precisa trabalhar com a misericórdia e a compaixão. Analisar processos de vida, sofrimentos e dificuldades.

O Feng Shui não vai resolver as dificuldades da vida. Vai atenuá-las. Principalmente porque dificuldade traz sofrimento e sofrimento é algo que o ser humano tenta mas não consegue resolver. Não faz parte do humano. É céu. Deve ser respeitado e entendido. É importante entender que o sofrimento não é uma coisa ruim. Existe e deve ser trabalhado, atenuado. É importante para o crescimento enquanto ser humano.

Dessa forma o Feng Shui vai tentar, num primeiro instante, trazer de volta a fé do morador e dar a ele esperança. A partir do instante em que o morador tem fé ele se torna capaz de trabalhar seu próprio sofrimento ou de ter um auxílio do céu. E isso traz esperança.


O Feng Shui vai mostrar ao morador a certeza de que aquele local é importante para seu crescimento. Mostrar que este local não é ruim, é apenas necessário para seu momento de vida. Que de nada adianta mudar-se, agora. Outros locais virão com as mesmas características e processos. Porque o céu ainda não agiu. Ainda não é a hora. Então o Feng Shui vai trazer atenuantes que ajudarão a entender e a conviver de forma mais equilibrada com este processo. Oferecer locais que equilibrem o humano para que ele possa viver com mais prazer e harmonia.

Saúde, felicidade, prosperidade e sucesso!